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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Não pensei num bom título para esse post

Eu sei que eu não sou uma pessoa muito efetiva nessa nossa cena e nem tenho uma banda muito "popular", mas eu acho que posso falar um pouco sobre isso. Primeiramente, eu queria dizer que eu não estou dizendo isso para ninguém em especial. Eu vejo muitas bandas novas e muitas bandas boas nessa nossa cena. Muita gente querendo somar e, da sua forma, participando, mas eu sei também que tem muita banda abrindo a boca pra falar mal das outras sem sequer colar em algum show ou entrar no site dela (melhor do que nada, né?) e criando intriguinhas, uma mentalidade tipo "Sou rockstar, yeah!". Eu já colei em show de hardcore, metal, nãoseioquecore, mamãefezbolo rock, músicaprapegarmenininha metal, etc, e eu percebo que hoje em dia a gente, felizmente, a gente não tem muito essa divisão (corrijam-me se eu estiver errado), vejo muita gente que faz sons distintos cooperando entre si. Eu vejo que a cada dia a gente tá se tornando uma cena única, e com isso dá pra gente crescer, dá pra fazer muita coisa! Só que pra isso a gente precisa de ajudar entre si, as bandas tem que se unir! Como diria um baterista ae: "Não ajam como juvenis". Tocar e cantar bem é bom sim, mas não é tudo, pra gente crescer, tem que aprender a ser no mínimo humilde.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Dissu's Terror House

Primeiro que eu e o Cristhian demos umas belas voltas no bairro até achar a casa do Dissú, chegamos la pelas 18:00, encontramos uma galera esperando tudo começar ao som de Motörhead, um tempo depois, todos se espremeram no quarto, e do nada alguma coisa explodiu, era a Dreemon que começava a tocar, muitos gritos, pedais duplos e distorções. Tava tão intenso que um pedaço das baquetas voou no olho do Cristhian e quase que o vocalista tem os dedos da mão amputados pelo ventilador.

Depois que acabou a apresentação da Dreemon, desci para saborear um hambúrguer Vegan, e puts, tava bom demais, quem diz que carne de soja não é bom, é porque nunca provou.

Subimos denovo para o quarto do Dissú, dessa vez para ver a Delorean tocar, um som com bastante pegada e swing, acredito que ninguém arriscou uns passos de dança pela falta de espaço, mas que tentaram dar um stage dive improvisado tentaram, resultando em pessoas sendo jogadas violentamente ao chão, mas felizmente, não houve feridos. Destaque para o guitarrista Pedro Dias, que tomado pela energia e emoção do momento, entrou em frenesi e após chutar o prato da bateria algumas vezes, e tentar subir no bumbo, descarrega todo seu feeling na guitarra, que vai ao chão em pedaços e encerra naquele momento uma performance histórica que jamais veremos novamente.

Não sei ao certo se o show da Delorean realmente tinha acabado ou se eles pararam de tocar por causa do incidente com a guitarra.

Após 1 minuto de silencio pela morte de uma Epiphone G400 os The Alchemists começaram a se preparar.

Depois de alguns problemas com o pedal da bateria, começaram os The Alchemists com mais roque pra galera curtir, e curtiram mesmo, visto que todos cantavam os refrões das músicas.

Antes do show acabar tive que ir embora pois compromissos no dia seguinte me fariam levantar as 5 da manhã x_x'.

Enfim, foi foda ver as bandas tocarem, nunca vi um som tão bonito dentro de um quarto, destaque para o sistema de captação de som que tinha lá (microfone em cima da porta xD), mesmo com a galera espremida, valeu a iniciativa, o melhor evento DIY que eu ja vi.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Show ForFun - 06/09/2001

Nesta ultima terça tivemos o show do ForFun no Porão Hall, a banda de abertura escolhida por votação no Facebook foi a banda Inabitual.

Quando eu cheguei lá o show da Inabitual tava começando, e uma boa galera estava na frente do palco curtindo o show, e não foi por menos, os caras mandaram muito, mesmo tocando de um jeito mais "leve". Após o show encontrei com o vocalista Dudu (Eduardo) e o baterista Jefferson, que me contaram que estavam há um ano sem tocar, e de repente o nome deles apareceu na votação do AgitaNight , tiveram pouco tempo para ensaiar e mesmo assim representaram.

Logo após uns Djs, começou o show da Banda ForFun, eles abriram o show com as músicas de seu novo álbum Alegria Compartilhada que mescla vários estilos como dub, rock e reggae e lá pela metade do show tocaram seus sucessos anteriores numa linha mais pop punk, enfim, um ótimo show. Vale ressaltar que o ForFun é uma banda independente, e isso prova que da pra se chegar onde quiser, sem precisar do apoio de uma gravadora.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Rox Rock - 17/09/11


Dia: 17/09
Local: Clube Goiabal (Goiabal - BM)
Início: 12:00h
Ingresso R$7,00 - (Na compra de ingressos antecipados com as bandas você ganha uma dose de vodka com energético ou uma dose de energético)

Com as Bandas:

Insanecide, Analise Central, Di Luna, The Foxy, Heavens, Demmit, Noctus, Factor Omega, SOME, Ignus, Kings of Black Cocade, Rapt, Le Trouver



sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Zé Oito procura Trompetista

Ae, finalmente esse lance de "Quero ser da cena" vai ser útil. Aliás, tô quero mudar o nome disso só pra "Procura-se músico", visto que "Quero ser da cena" é tosco demás, o que acham? (estou falando sério, opinem, rs). Enfim...

Galera, os caras da Zé Oito (entrevista do post anterior) estão à procura de um trompetista para tocar, obviamente, skacore. Interessados falar com o Leo Murunga, ou então comentar nesse post aqui que eu passo para ele (não vou colocar o email dele aqui, visto que esqueci de pedir permissão pra fazer isso).

Então é isso, abraço!
Venham tocar com os caras :D

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Entrevista Zé Oito

Eae rapazeada, tudo certo? Nossos posts nesse blog estão meio raros, mas não achem que nós desanimamos não... e só aquela correria de todo dia mesmo. E agora que meu notebook resolveu se aposentar, tá ficando ainda mais difícil parar na frente de computador pra postar (: Mas enfim, ao post de hoje.



"Saimos" um pouco de Volta Redonda e fizemos algumas perguntas para uma banda de fora da cidade. A Zé Oito, de Barra do Piraí, já tem algum tempo de estrada (a banda foi formada em 2000) e tem mostrado um som muito interessante pra galera. Eu (Folx) não assisti muitos shows deles, mas eles representaram muito bem nos shows que eu pude assistir. Segue ae o myspace da banda, para quem não conhecer: www.myspace.com/zeoito.

Como surgiu a banda?
Surgiu da formação de uma banda que tínhamos anteriormente, chamada Pussy Doll. Essa banda misturava hardcore e rap, basicamente. Quando o Xan, que era um dos vocalistas, saiu, a gente já estava começando a incluir algumas coisas de ska no som. Era um estilo que a gente estava começando a descobrir, lá pelo fim do século 20, e que achamos divertido fazer.A saída do Xan foi o estopim para a gente assumir essa mudança de som. Chamamos o Dudu e o Nani que tinham banda punk quando eram moleques e tinham aprendido recentemente a tocar sax e trompete, respectivamente.Mudamos o arranjo de algumas músicas que já tínhamos e compusemos novas já explorando os metais. Fomos aprendendo na marra como fazer, já que ninguém na banda tinha formação musical.

Qual a origem do nome Zé Oito?
Acho que no primeiro ensaio sem o Xan, quando resolvemos que iríamos incluir cada vez mais ska no nosso som, resolvemos também que o nome tinha que mudar. O Renato (baixista à época) sugeriu, rindo pra caralho, o nome Zé Oito, que era o apelido de um vizinho dele, cachaceiro e jogador de sinuca. Todos acharam o nome ridículo e toparam na hora.

Quais as principais influencias da banda? Alguma influencia nacional?
Cara, a banda que me fez conhecer ska, saber que isso era um estilo e entender o barato que era, foi o Kamundjangos (hoje, Djangos, que está lançando seu segundo CD). A primeira coisa que a gente inseriu de ska nas nossas músicas, ainda no tempo da Pussy Doll, foi uma incidental dos Djangos. Mas a gente não é uma banda de ska. A gente faz hardcore com ska, com reggae, com surf music. Ou, pelo menos, tenta. Nessa mistureba, acho que as maiores influências são Voodoo Glow Skulls, Mad Caddies, Dead Kennedys, Manu Chao, Liberator e Chickenpox.

De onde veio a idéia de criar músicas em espanhol e francês?
Um dia eu estava folheando no trabalho uma revista espanhola. Nas últimas páginas, havia anúncios de ciganas e afins, tipo esses anúncios de pai de santo que saem nos classificados do Jornal Meia Hora. Tinha umas frases foda ali. Tinha " si has dejado de vivir la vida y has dejado de creer en el amor...". Peguei a caneta e, a partir disso, fiz a letra de Latin Lover. Essa frase, inclusive, entrou inteira na letra. Os amigos acharam que ficou bacana, divertida e, a partir daí, fui escrevendo mais algumas coisas em espanhol.Quando fomos gravar no EME Estúdio com uma qualidade mais bacana, resolvi, com ajuda de um primo, fazer uma versão de Latin Lover em francês, para testar se ficava um pouco mais canalha e canastrão. Hoje, prefiro a versão em francês.Acho que hoje tem umas 4 em espanhol, ou com trechos em espanhol, algo de inglês e a versão em francês de Latin Lover.Quase todas as letras foram feitas por mim, com a diversão como único objetivo. Não fazemos música cabeça pra mudar o mundo. Fazemos para nos divertir.


Vocês ja tiveram a oportunidade de tocar em outros estados? O que diferença a cena de lá da local?
A gente já tocou em Juiz de Fora e em Ipatinga, duas vezes numa mesma noite. Foi divertido nos 3 lugares.

Em JF, foi numa festa do diretório de alguma faculdade da UFJF. Espaço reduzido, som acanhado, mas público bacana, dançando, bebendo e se divertindo.

Em Ipatinga foi engraçadíssimo. Chegamos lá depois de 10h de estrada, tocamos numa garagem enorme, empoeirada, com o Miami Bros. e o Mukeka di Rato, uns moleques se matando no HC, os caras do Mukeka subiram e cantaram Too Drunk To fuck do Dead Kennedys com a gente, zoamos uns metaleiros lá e tals.
Acabou o show, saímos correndo pra tocar numa outra casa ali perto.
Chegamos lá, era uma parada tipo Cana Café. Casa lotada, cheio de moleque arrumadinho, tchutchucas cremosas, ambiente crocante... bizarro.
Uns 30% devem ter gostado, o resto não entendeu porra nenhuma. O melhor é que ainda recebemos pra tocar lá.

E em Sampa nunca tocamos ao vivo, mas já rolou nosso som na rádio lá 3 vezes. A galera do programa Skataplá curtiu nosso som e deu uma força bacana por lá.

Como foram poucas situações, não deu pra avaliar cena local.

10 anos de banda, oque mudou na Zé oito nesse tempo?
Muitas mudanças de integrantes. Não é fácil juntar uma galera com tempo e disposição pra fazer o som que a gente faz sem levar grana alguma. O som também muda um pouco. Com a entrada do Garcez no baixo, as músicas novas estão cada vez mais ska, explorando mais os metais também. O que não mudou é que continuamos sendo uma banda que curte fazer som juntos, que se diverte nos ensaios, nos shows e nos bate-papos.

E no cenário musical da região, o que mudou?
Acho que tem muito mais moleque fazendo som bacana na região. Muita banda mesmo, fazendo som legal. Falta espaço e falta, principalmente, divulgação, mas acho bacana saber que tem uma galera grande criando seu próprio som, que é bem mais divertido do que ficar só tocando música alheia.

Na opinião da banda, oque a cena precisa para crescer?
Espaço. Mas é complicado. Porque, se sou comerciante, quero ganhar dinheiro. Se tenho uma casa de show, quero a casa cheia pra eu ganhar. E muita gente que vai nos shows de rock e afins, fica na porta dos eventos tomando cerveja e não entra. Se entra, não consome. Então os espaços para o chamado "alternativo" sempre será escasso. Lei da oferta e da procura. Aí, ficamos com espaço restrito, com som de qualidade duvidosa e lambemos os beiços.Salvo algumas raras exceções, claro. A Prefeitura de Volta Redonda investe algum dinheiro no Freakshow, no Volta Redonda do Rock. Coisa rara de se ver no Brasil. Se eles honrassem os pagamentos das bandas, seria lindo. Mas aí, já estamos pedindo demais, né?Acho, também, aquele espaço da pista de skate do Jd Tiradentes, subaproveitado. Dá pra fazer nos finais de semana som ao vivo ali pra galera se divertir e andar de skate. Divulga as bandas, bota pilha nos moleques pra andarem, a prefeitura bota uma faixa dizendo como eles são bonzinhos e simpáticos e, no fim, todo mundo se diverte.

Um recado para os leitores que querem ver a cena.
Pode ter uma banda muito boa no seu bairro e você não sabe porque estava buscando banda croata no google. Procure saber, ouça os sons, vá aos shows, divirta-se, monte uma banda e, pelamordedeus, corte a franja.